quarta-feira, 23 de março de 2011

Cultura Lira Paulistana

Algumas verdades ditas pelo Mestre Itamar Assumpção...

Pobre Cultura!
A ditadura pulou fora da política, e como a dita cuja é craca, é crica
Foi grudar bem na cultura, nova forma de censura
Pobre cultura como pode se segura
Mesmo assim mais um pouquinho
E seu nome será amargura, ruptura, sepultura
Também pudera coitada representada como se fosse piada
Deus meu, por cada figura sem compostura!
Onde era Ataulfo, Tropicália
Monsueto, Dona Ivone Lara - Campo em Flor
Ficou Tiririca pura
Porcaria na cultura tanto bate até que fura!
Que droga merda!
Cultura não é uma tchurma!
Cultura não é tcha tchura!
Cultura não é frescura!
A brasileira, é uma mistura pura uma loucura a textura
A brasileira é impura mas tem jogo de cintura
Se apura mistura não mata.
Cultura sabe que existe miséria, existe fartura e partitura
Cultura quase sempre tudo atura
Sabe que a vida tem doce e é dura feito rapadura
Porcaria na cultura tanto bate até que fura!
A Cultura sabe que existe bravura, agricultura
Ternura existe êxtase e agrura, noites escuras.
Cultura sabe que existe paúra, botões e abotoaduras
Que existe muita tortura!
Cultura sabe que existe cultura,
Cultura sabe que existem milhões de outras culturas
Pra ter cultura tem que ter jogo de cintura
A ditadura pulou fora da política, e como a dita cuja é craca, é crica
Foi grudar bem na cultura: Nova forma de censura.
Pobre cultura!
Como pode se segura
Mesmo assim mais um tiquinho
Coitada, representada como se fosse um nada!
Deus meu, por cada feiúra!
Sem compostura!
Onde era Pixinguinha, Elizeth, Macalé e o Zé Kéti,
Ficou Tiririca pura,
Só dança de tanajura!
Porcaria na cultura tanto bate até que fura!
Socorro Elis Regina!!
Que pop mais pobre, que pop mais pobre
Pobre pop, pobre pop...

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